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domingo, 16 de janeiro de 2011

Quando os heróis são de carne e osso...

           Não distante vai o tempo, em que idolatrava os meus super ídolos bem parecidos, à distância de um clique, irrompiam na minha mente e os formatava como modelos a seguir. Quis ser o futuro Pantani, Jardel ou Senna, coleccionando fotografias, recortes de revistas e jornais, pequenas miniaturas ou outros demais...Procurava encarnar as veneradas personagens, no meu longínquo quotidiano de tardes solarengas, celebrando de punho cerrado as suas vitórias, os seus golos, a sua luta... 
          Presenciei, ainda que a longa distância, à queda dos demais, chegando mesmo a sucumbir perante a morte. Em alguns casos, escondiam um jogo de bastidores pouco claro, e oculto ao grande público, particularmente de uma faixa etária, cujos sonhos florescem a cada sorriso.
          Os meus ídolos sucumbiram de múltiplas formas e descobri que havia exemplos, para além daqueles que circulam numa galáxia longínqua, que representavam verdadeiros modelos, para mim, para nós...Para esses, não é preciso coleccionar citações, fotografias ou recortes, estão precisamente aqui, ao nosso alcance e sentimos a sua presença, mais do que carnal.
          Nesse braço de ferro, os ídolos de infância perderam-se algures, num qualquer arquivo do meu sotão, ao passo que os ídolos descobertos há bem menos tempo, bocejam sentimentos espontâneos e não se encontram à distância de um clique...Os defeitos estão expostos, mas as qualidades bem mais ainda.
 


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