Etiquetas, rótulos para a geração que emerge dos corredores obscuros de uma universidade, algures perdida no litoral português, para o mercado de trabalho, são amplamente difundidas pelos media (como geração y), mas a estandardização dos comportamentos sociais da mesma, parecem ser uma realidade.
Não vale a pena procurar exemplos, nós somos um produto das circunstâncias globais. Controlamos a nossa vida à distância de um clique, as relações interpessoais ganham dinâmicas virtuais, procuramos ficar melhor na foto tirada no nosso telemóvel, algures pago pelo salário da nossa mãe ou pai, sendo que o recurso a editores de imagem, uma realidade cada vez mais presente no dia-a-dia, de contornos cada vez mais tecnológicos, para agradar àquela pessoa (e acho por bem, não questionar, o quão panegírico serão esses relatos de afectividade...).
O primeiro estudo refere-se a uma análise efectuada em Espanha, ao passo que o segundo retrata a realidade portuguesa (particularmente este é interessante). Mais formação adquirida, não é sinónimo empreendedorismo individual. Será que vale a pena encontrar culpados, para uma realidade sociológicamente deficitária, em quem depositamos esperanças numa melhoria do nosso país?
O problema é que eu estou inserido nesta geração, por mais que tente me desvincular dos rótulos e das práticas rotineiras...
Só por curiosidade, é possível adquirir doses de afecto, amor, solidariedade no ebay?
Há tanta gente a insistir numa desvinculação que acabam por se vincular a um outro todo.
ResponderEliminarA cultura das massas atinge qualquer um de nós.