Vivo preso a um passado, feliz e glorioso, em que o futuro era sempre uma miragem a longo prazo.
No entanto, os segundos, os minutos, as horas, os dias, os anos, não dão tréguas. Por mais que tente libertar do meu passado, a memória, que já demonstra sinais de vulnerabilidade, dá azo a singelas incursões momentâneas que provocam a angústia, face ao rumo que a vida tomou.
Não é este o futuro que projectei, nem é este o caminho que deva percorrer, mas é este o único escape. Rever nas aguarelas, nas colagens, nos brinquedos, nas fotografias um esboço de uma feliz empreitada humana, dá a clara sensação de uma vida errante...
Mas que interessa um passado, se há um futuro à nossa frente?
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